Maranhao

‘CÂMARA DE COROATÁ’ Presidente nomeia parentes de vereadores e silencia oposição

Na cidade de Coroatá, conhecida em todo o Estado pelas altas temperaturas da sua política local, uma situação atípica...

Na cidade de Coroatá, conhecida em todo o Estado pelas altas temperaturas da sua política local, uma situação atípica tem chamado a atenção da população e de quem acompanha o seu dia a dia: a inércia e silêncio do bloco de oposição.

Ultimamente a oposição ficou tímida e com atuação irrelevante, isso para não dizer inexistente. Informações obtidas com exclusividade pelo blog indicam o que seria o motivo para o silêncio: a nomeação de parentes dos vereadores de oposição pelo presidente da Câmara.

Para se ter uma ideia, documentos da folha de pagamento comprovam que Thais Cristina Carvalho de Moura está nomeada como advogada, com salário de R$3.000,00. Pouco, ou quase nunca vista dando expediente na Câmara, ela é filha do vereador Zé Branco, que é simplesmente líder do bloco de oposição.

Para completar a estranheza, o próprio vereador Zé Branco disputou a eleição para a presidência da Câmara contra o atual presidente Junior Buhatem. Junior, que antes também era vereador de oposição, só venceu a eleição depois de mudar de lado e se aliar com os vereadores do governo, garantindo maioria por um voto de diferença.

Além do emprego para a filha, comenta-se que Zé Branco também se utiliza de outras regalias junto à presidência, como uma cota mensal de combustível e diárias para não fazer oposição na Câmara.

Com as negociatas e o toma-lá-dá-cá cada vez mais escancarado, ganham força os rumores de que parentes de outros vereadores também estejam se beneficiando do “jabá” no legislativo. Além dos servidores legais e declarados, há suspeitas de que exista uma lista paralela de servidores extraoficiais (que não dão expediente) pagos pela presidência, como se costuma dizer: “por fora”.

Toda essa engenharia política tem servido para engessar e silenciar o trabalho da oposição. Vários episódios confirmam que esse acordão tem dado certo.

Após o escândalo da prisão do então diretor do SAMU de Coroatá (quando dava expediente) pela Polícia Federal por conta de um amplo esquema de corrupção e desvios de recursos da saúde, a Câmara simplesmente não abriu nenhum procedimento ou investigação para apurar/fiscalizar os fatos. O prefeito Luís da Amovelar Filho passou três anos ausentes da cidade, morando em São Luís (onde estudava Direito) com a condescendência do legislativo. Mais recentemente a taxa de iluminação pública da cidade (uma das maiores do MA) foi aumentada com o apoio dos vereadores de oposição, que mesmo votando contra negociaram suas presenças na sessão para garantir o quórum da deliberação.

Enquanto a oposição finge ser oposição, Luís da Amovelar Filho e Junior Buhatem administram o município como querem, sem serem fiscalizados.

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