Maranhão

Sergio Frota envolvido em esquema de corrupção no Campeonato Brasileiro

Manipulação de resultados. Escolha de árbitros por parte de dirigentes. Armações pagas. E até ameaças de morte. Estes são...

Manipulação de resultados. Escolha de árbitros por parte de dirigentes. Armações pagas. E até ameaças de morte. Estes são apenas alguns dos fatos que constam em relatórios da Operação Cartola. Outra figura que aparece constantemente nos autos, é o vice-presidente de futebol do Botafogo-PB, Breno Morais. Em um telefonema do dia 15 de fevereiro, Breno é flagrado  conversando com José Renato. Na ocasião, ele cobra o ex-presidente da Comissão de Arbitragem que cumpra os acordos feitos. E a negociação não envolvia apenas jogos do Botafogo.  O dirigente aparece pedindo que José Renato interfira na partida entre Atlético de Cajazeiras e Sousa. Segundo Breno, ‘quem tem que ganhar é o Atlético”.

Na conversa, Breno diz que acordo é acordo.  “Você tem que cumprir seus acordos que você faz”. Breno diz ainda que tem que “botar um cara que vá lá, que a gente chegue para o cara, resolva lá a situação e resolva a parada”.

Por fim, Breno diz que “é domingo ou domingo, Zé, não tem outra data. Esperei até agora e esperei para a data certa, tem que o Sousa perder e a gente ganhar. Eu prefiro arriscar com o Renan junto com o Bosco e tirar esse menino inexperiente”, falou.

Já em outras conversas, Zezinho do Botafogo liga para o deputado estadual Sérgio Frota (PSDB-MA) para articular sobre a arbitragem do jogo entre Botafogo e Altos-PI, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. Zezinho pede ao deputado o nome do juiz, que seria do Maranhão. Em um determinado momento, Zezinho passa o telefone para Breno e eles conversam rapidamente. O deputado pede que a conversa continue de noite e diz que vai resolver o problema.  A partida em questão foi vencida pelo Belo pelo placar de 1 a 0. O árbitro do jogo foi o maranhense, da cidade de Imperatriz, como o próprio deputado fala no telefonema, Ranilton Oliveira.

Em outras conversas, o presidente do Campinense, William Simões, aparece negociando com José Renato a escolha de árbitros para uma partida. No trecho, o então presidente da comissão de arbitragem diz que vai trabalhar na escala do mandatário da Raposa e cita nome dos árbitros Antônio Carlos Rocha, conhecido como Mineiro, e Roberto Lima.

Em uma das partes, Zé Renato diz que conversou com Amadeu Rodrigues e que ele propôs um intercâmbio com Alagoas e Rio Grande do Norte. José Renato diz seria uma boa ideia, mas reclamou que Amadeu não lhe daria autonomia para ‘colocar na escala e pronto’. Em outro momento, José Renato diz que tem quatro nomes para William Simões escolher e que vai colocar quem ele autorizar.

O Treze também é citado nos relatórios. Em áudios obtidos com exclusividade pelo site, José Renato aparece falando com uma pessoa não identificada e diz que precisar resolver um determinado problema e que o ‘Treze Futebol Clube é maior do que tudo’. Ele cita o nome de Amadeu, “Allan”, que segundo os autos, trata-se de Allan Kardec Moraes, diretor de futebol do Treze, e Fábio, que seria Fábio Azevedo, também diretor de futebol do Galo.

Em outros áudios, Lucas Andrade, funcionário da FPF, é flagrado em uma conversa onde cita novamente o Galo e fala em José Renato e Éder, que seria o árbitro Éder Caxias. Segundo ele, Éder teria embolsado mais de R$ 100 mil do Treze.

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