Reitor da UFMA participa de reuniões com os ministros da Educação e de Energia

Reitor Natalino Salgado destacou que diálogo com Ministério da Educação fortalece a educação no país

BRASÍLIA – O reitor da UFMA, Natalino Salgado, membro da Diretoria Executiva da Andifes, participou, nesta quarta-feira (21), de reuniões com os Ministros Cid Gomes da Educação, e Eduardo Braga de Minas e Energia. Os reitores entregaram documentos aos dois ministros com as demandas relativas ao ensino superior no País. Ao Ministro da Educação, Cid Gomes, foi entregue documento ressaltando os anseios dos dirigentes das instituições, representando as universidades federais, com relação à pasta da Educação.

Entre elas, uma maior autonomia do Ministério da Educação e, consequentemente, das políticas de educação, a execução do Plano de Desenvolvimento das Universidades, um novo ciclo de expansão planejado, com foco na excelência e com o objetivo de cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Também foi solicitado a continuidade de programas relacionados à pós-graduação, assistência estudantil, internacionalização e dimensionamento de pessoal (professores e técnico-administrativos), entre outras demandas.

Segundo o Reitor Natalino Salgado, esse diálogo com o Ministério da Educação fortalece a educação no País, uma vez que, a Andifes, enquanto protagonista do desenvolvimento do sistema de educação no Brasil, reuni-se com ministro Cid para apresentar a necessidade de continuar buscando recursos para fortalecer a educação no País e manter as linhas de financiamento das universidades.

“Mesmo nesses momentos de dificuldades financeiras, conversamos com ele, sobre a liberação dos projetos de lei que está no congresso para liberação de vagas para contratação de docentes e técnicos e também conversamos sobre a necessidade de um planejamento maior para liberação de orçamento que atenda as demandas da Universidade. Com isso, apontamos fatores como a assistência estudantil, que é uma das nossas prioridades, na qual buscamos recursos para dar condições de estadia, alimentação e permanência dos estudantes na Universidade, além de convidá-lo para participar da próxima reunião da Andifes”, explicou.

Energia

Já ao Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi proposto a criação de um plano, coordenado nacionalmente pelo Ministério e a Andifes, para racionalização e eficiência no uso de energia pelas instituições universitárias, que possa também ser replicado a outros órgãos públicos. Considerando que a maioria das universidades federais já estabeleceram parcerias com as empresas de energia, subordinadas ao Ministério de Minas e Energia, uma segunda frente seria a criação de mecanismos, incentivos e espaços de interlocução permanentes com objetivo de ampliar as condições e diversificar as áreas desses relacionamentos. Também foi levantado que a inclusão de outros órgãos de governo nessa interação, como as agências reguladoras e especialmente o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), podem dar maior escala e qualidade nessas parcerias.

Nesse aspecto, Natalino Salgado ressalta que, atualmente, as universidades gastam em torno de 16% de energia, cujo valor é excessivo, em se tratando que, com os reajustes, esse percentual subirá para 20%, ou seja, é necessário criar projetos que diminuam esse gasto exacerbado, o que penaliza e prejudica a manutenção das universidades. “Dialogamos com o ministro para obter apoio do ministério para financiamento de projetos que sejam autosustentáveis em termo de energia para diminuir as contas e fazer parcerias de energias alternativas para ajudar o País a enfrentar esta crise energética”, afirma.

Ele enfatiza também que há uma necessidade de buscar fontes alternativas de energia para que a energia possa ser barateada, armazenada e vendida para as concessionárias a fim de diminuir o custo com energia das universidades. “Ficou acordado com o ministro Eduardo Braga, que ele assinará um compromisso de pactuação com a Andifes e, a partir daí, vamos ter parcerias com vários órgãos que compõe o sistema de energia do ministério”, concluiu.

Estamos extinguindo privilégios, diz secretário Márcio Jerry

Márcio Jerry, secretário de Articulação Política, diz que o momento é de muito trabalho e que os resultados aparecerão naturalmente, por isso ainda não está no momento de cobranças por resultado.

 (Diego Emir/ O IMP/D.APRESS)

Ele rejeita o título de homem forte do governo. Mas é inegável perceber a força que Márcio Jerry (PCdoB) possui no executivo estadual. Ao receber a reportagem de O Imparcial, o secretário de Articulação Política, abreviou sua extensa agenda no Palácio dos Leões – em que recebe diariamente, vereadores, deputados, prefeitos, presidentes de sindicatos e outros – para falar um pouco do inicio da gestão de Flávio Dino (PCdoB). O discurso parece afinado e nada destoa da fala do governador. Palavras como mudança, pressa, republicanização e melhorias no IDH são constantes na entrevista.

O secretário ainda fala da sua relação com a classe política, deixa claro que o executivo não vai interferir nos poderes e que pelo contrário, existe uma vontade do fortalecimento de cada poder. Ele ainda fala dos resultados das ações que vão ser apresentadas em breve, por isso não é razoável cobra-las agora, como alguns já fazem.

Márcio Jerry aproveita para falar de 2016, diz que está longe e que na hora certa vão conversas. Mas deixa a entender que a parceria entre governo e prefeitura é um processo que levará a reeleição de Edivaldo Holanda Júnior, candidato natural a ser apoiado pelo PCdoB.

Confira na íntegra a entrevista:

O Imparcial – Além de dívidas, existem mais problemas na atual estrutura administrativa do estado?
Márcio Jerry – O governador Flávio Dino recebeu o estado em situação preocupante. A dívida já é conhecida por todos. Mas também problemas relacionados aos indicadores sociais que são de ruins a péssimos. Portanto é uma situação histórica que vinha se repetindo. Agravado com a desorganização administrativa. Houve um prejuízo por conta da não realização de uma transição como deve ocorrer, com dados reais e financeiros. Dessa forma recebemos um estado com pouca reserva de recursos, apenas R$24 milhões em caixa e com prazos muito curtos para efetuação de pagamentos. Tivemos uma responsabilidade em curtíssimo prazo também que é o pagamento de uma parcela da dívida com Bank of America, enfim há uma situação de gravida, não é discurso para justificar nada, pois o governador disse que iria botar o governo para andar. Por isso é necessário reiterar que recebemos o governo com muitas dívidas, um dos motivos que levou a transferência do pagamento do ultimo dia do mês para o primeiro útil do seguinte, como forma de garantir o cumprimento das obrigações do estado com o trabalhador. É uma situação delicada, mas o governo encarou com seriedade e com metas determinadas.

Pagamentos realizados entre os dias 29 e 31 de dezembro de 2014 foram suspensos, foram encontradas irregularidades?
Sim, houve uma série de irregularidades, que estão sendo sistematizadas pela Casa Civil e pela secretaria de Transparência e Controle, e serão oportunamente apresentadas de forma clara e transparente. Foram pagamentos realizados no apagar das luzes, que por si já são estranhos, chegando ao cúmulo de haver pagamentos sendo realizados a empresas da própria família do governador interino. Existem outros indícios. Outros pagamentos relativos a serviços, esses vão ser honrados. Mas está sendo feito um trabalho minucioso para apresentar um perfil desses recursos bloqueados.

O governador vem reiterando que tem pressa e existem prazos para cumprimento de metas. Já existe uma definição de quando serão apresentados balanços?
Já na posse o governador anunciou uma série de medidas. Em primeiro lugar chamamos atenção para erradicação das escolas de taipa, depois incorporação dos excedentes do concurso dos militares e outras medidas, que visava mostrar trabalho, pois o governo não está chorando sobre o leite derramado. Todos os secretários, anterior a posse, apresentaram um paper ao governador, sobre o que pretendiam fazer e os principais problemas de suas pastas. Isso foi avaliado pelo equipe e são objetos de monitoramento permanente do que foi apresentado, para que não haja um vácuo, nem paralisia, nem lentidão, pois a máquina não pode parar.

O governo chegou tomando algumas medidas que irritaram alguns. Isso se deve ao fato que algumas benesses a poucos estão sendo cortadas?
As medidas anunciadas pelo governador tem tido amplo impacto na sociedade. A republicanização do Convento das Mercês, que não era prioridade, mas conta do desenrolar dos fatos ganhou notoriedade e foi aplaudido pelo público. O que há de descontentamento são bem residuais e são de pessoas que não se acostumaram com um novo momento determinada pela vontade soberana do povo. O que tem sido feito pelo governador, tem recebido ampla aceitação popular e aplaudida pela população, acredito que seguirá esse ritmo, pois temos mais novidades. O que está sendo feito é a extinção de privilégios, pois só assim buscaremos as melhorias de políticas públicas voltadas para a população.

É justo cobrar em menos de 30 dias, resultados desse governo?
É normal e compreensível, mas ainda não é tempo de cobrar ações conclusivas do governo. Existe uma mudança de atitude desse governo, pois é um novo jeito de governar e os resultados vão chegar.

Márcio tu és considerado o homem forte do governo, o teu papel vai além da Articulação Política?
Em primeiro lugar com muita humildade, eu rejeito essa denominação de homem forte do governo. Existe um homem forte que é o governador Flávio Dino. Não há abaixo dele, nenhum homem ou mulher forte no governo. Todos estamos com a mesma missão de mudar o Maranhão. O papel de dialogar com os secretários internamente é Casa Civil, e o Marcelo Tavares tem muita capacidade para ocupar esse cargo. O meu papel é de dialogo com o parlamento, com a sociedade ao lado do Chico Gonçalves da secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, com o governo federal ao lado de Domingos Dutra da Representação Federal e junto aos prefeitos. Também tenho uma relação mais ampla que é com os municípios, que vai além dos prefeitos. O meu papel é de permitir que o governo tem diálogo permanente com a sociedade, município e parlamento.

Vocês já definiram o tamanho da base governista na Assembleia?
Nós esperamos ter a maioria. Com um bloco ou blocos. É natural que seja assim, pois o povo do Maranhão elegeu um programa de governo para comandar o executivo e há uma vontade dos parlamentares em sintonizarem com esse propósito. Temos uma noção que a imensa maioria dos deputados não faz oposição, mas sim tem um sentimento de que todos se deem as mãos. Com respeito a oposição, que será bem tratada, ouvida e respeitada.

Existe interferência do executivo na eleição da Assembleia?
Não há nenhuma interferência do governo nessa disputa. Não existe apenas o discurso, mas a necessidade de fato da republicanização, tanto que defendemos o fortalecimento do executivo, do legislativo e do judiciário. Os poderes devem atuar em uma agenda que promova a mudança. Portanto não haverá em hipótese alguma do executivo no que vai acontecer no legislativo. O parlamento é livre e é importante que seja assim.

Já existe um nome a ser indicado para liderança do governo?
Nós estamos examinando alguns cenários, nomes que podem assumir o governo. Pode inclusive ser alguém que não apoiou a nossa coligação. Isso não é uma regra. Não adotamos esse critério. Nos próximos dez dias iremos avançar na escolha desse nome, assim como a eleição e a montagem da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Como está a parceria com a prefeitura?
Desde o dia 5 de janeiro, o governador recebeu o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que é nosso aliado político, como todos sabem. Já iniciamos a discussão do assunto parceria, que envolve o Centro Histórico, temos também um programa de asfaltamento em São Luís, o qual será feito também em Imperatriz e Timon. Outra área importante é a de mobilidade urbana, onde iremos encontrar soluções para os problemas atuais.

E quanto a eleição de 2016, o que vocês estão pensando?
A eleição de 2016 está longe. Temos vários companheiros que podem vir a disputar o cargo, mas nós temos um prefeito que é candidato natural a reeleição. O nosso partido é aliado e integra esse projeto com muita desenvoltura. Por isso é legitimo que Edivaldo pleiteei a vontade de ser reeleito. Mas hoje o principal objetivo do nosso governo é desenvolver o trabalho em parceria. Edivaldo governou por dois anos, sem nenhum gesto e agora essa situação vai mudar. Nós estamos irmanados, integrados e quando for o momento certo, os partidos vão se reunir e definir candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador.

Além de secretário, o senhor é presidente do PCdoB e claro pensa no desenvolvimento do partido. É errado pensar que Flávio Dino possa chegar a presidência da República?
Não diria errado, mas isso não frequenta o debate partidário. A preocupação número um do governador é governar bem. Este é o foco e único. Assim que Flávio Dino acorda e dorme, pensando em trabalhar de forma incessante por melhorias no estado. Na política, como na vida é importante cumprir etapas da melhor forma possível. E agora é necessário Flávio Dino governar bem. O que o PCdoB colherá futuramente será o bom exemplo de governar, o que ajuda a melhorar a imagem do partido, que tem uma grande contribuição ao processo democrático no país. Temos uma experiência concreta e que anima os comunistas do país.

Debate destaca medidas para impulsionar tecnologia maranhense

Com o objetivo de discutir a importância e medidas de valorização do Centro de Lançamento de Alcântara-CLA e o desenvolvimento tecnológico maranhense, os deputados estaduais Rubens Jr. e Bira do Pindaré, realizaram na manhã desta quinta-feira (22), na assembleia legislativa do Maranhão, o I Debate Tecnológico 

O evento contou com as presenças do vice-governador, Carlos Brandão, do deputado federal eleito, Julião Amin, do diretor do CLA, Coronel Aviador Cláudio Olany, o reitor do IFMA, Prof. Dr.Roberto Brandão Ferreira, além de docentes das principais instituições de ensino superior do estado, líderes de movimentos estudantil e social e membros das comunidades quilombolas de Alcântara. 

O coronel Cláudio Olany, foi um dos palestrantes do evento destacando que ao longo de 30 anos, o Centro de Lançamentos de Alcântara já realizou mais de 450 lançamentos de foguetes. Ressaltou ainda a importância de parcerias com o governo estadual e federal para o desenvolvimento do projeto e integração com a população. Vale ressaltar, que a posição privilegiada faz da Base de Alcântara uma das mais importantes do mundo. Em seguida, o professor doutor Areolino Almeida, docente da Universidade Federal do Maranhão, destacou a missão do governador Flávio Dino em investir no ensino e na produção tecnológica maranhense e a importância de trazer o projeto para o entendimento público. Ressaltando a urgência numa solução na questão das comunidades quilombolas retiradas da sua tradicional terra para a implantação do Centro.

Para o líder da oposição na assembleia, Rubens Jr., o investimento no crescimento tecnológico maranhense é fundamental para a maturidade profissional do estado e citou os Centro Vocacionais Tecnológicos – CVTs como exemplo a ser seguido no Maranhão. ” Ao todo, o Brasil possui 243 CVTs, destes, apenas 1 está localizado no Maranhão. Nossa ideia é expandir esses centros para explorar o potencial de cada região.” afirmou Rubens Jr.

Ao finalizar, Rubens Jr. lembrou que o debate deve ser seu o último ato oficial como deputado estadual, uma vez que no dia 1° de fevereiro o mesmo assume o cargo de deputado federal em Brasília, mas que espera que o evento tenha servido como o inicio de um processo de expansão tecnológica no Maranhão. ” Quero aproveitar o espaço para parafrasear a deputada Terezinha Fernandes, ‘se o Maranhão é o melhor lugar do mundo para se lançar foguetes e o segundo melhor do mundo para se atracar navios, eu gostaria de ver o Maranhão como o melhor lugar do mundo para se garantir direitos.'”.

Representantes do movimento social, estudantil, Senai, universidades e quilombolas participaram do debate após as duas palestras, colocando fatos históricos que necessitam de um olhar técnico e político. A secretária estadual de juventude, Tatiana Pereira, encerrou as falas referendando o papel da tecnologia para a capacitação dos jovens maranhenses.

As sugestões levantadas durante o evento irão compor uma pauta que será levada pelos deputados Rubens Jr. e Bira do Pindaré ao ministro de ciência, tecnologia e inovação, Aldo Rebelo, no mês de fevereiro, em Brasília.

Isolado, Ricardo Murad fica sem apoio para liderar oposição

Jornal Pequeno – Depois de ser oposição ao grupo político liderado pelo senador José Sarney, na década de 90, tendo iniciado a carreira dentro deste grupo e retornado em 2003, sempre mantendo como base política a cidade de Coroatá, o deputado estadual e ex-secretário de Saúde Ricardo Murad tenta reagrupar os políticos do grupo derrotado nas eleições de 2014 sob suas asas e construir, a partir da Assembleia Legislativa, um grupo de oposição ao governo Flávio Dino. No entanto, a maneira de lidar com os aliados em estilo que lhe rendeu a denominação de ‘trator’ faz com que a tentativa de se tornar o líder da oposição a Flávio Dino não consiga encontrar apoio entre os correligionários.

A avaliação, unânime e coerente, é tanto de aliados como de adversários de Ricardo Murad.

Desde a volta de Roseana Sarney ao governo do Estado, em 2009, por conta da cassação do mandato do governador Jackson Lago (PDT), Ricardo Murad, que na década de 90 era adversário ferrenho da ex-governadora, tornou-se o homem forte do Palácio dos Leões e ficou responsável pelo comando de uma das mais importantes secretarias.

Nos últimos cinco anos o programa “Saúde é Vida” se tornou a ‘menina dos olhos’ do governo do Estado. Voltado para a construção de dezenas de hospitais, cujos locais eram definidos mais por critérios políticos do que técnicos, o programa virou até mote de campanha de Ricardo Murad, em 2010, cujo slogan usado para pedir votos foi “Mais hospitais para o povo”.

Porém, as previsões de construção dos hospitais não foram cumpridas e a promessa de que até 2013 todos estariam entregues, inclusive com divulgação em outdoor, acabou ficando somente no discurso.

Praticamente todos os que foram construídos se tornaram ‘elefantes brancos’, pois as prefeituras das pequenas cidades, onde estão localizados, não têm condições de manter essas unidades de saúde, e tal situação provocou desgaste do governo do Estado, inclusive com os prefeitos.

Na relação com a classe política, a postura adotada por Murad, que conseguiu eleger a filha e o genro deputados estaduais, provocou atritos que se tornaram insuperáveis. E agora, nos primeiros dias do governo Flávio Dino, a tentativa do ex-secretário de Saúde de comandar a oposição ao atual governo não encontra respaldo dentro do próprio PMDB. As principais lideranças da legenda, como o deputado estadual Roberto Costa e o senador João Alberto, rechaçaram qualquer possibilidade do partido lançar candidatura para enfrentar Humberto Coutinho na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

A opção do PMDB é construir espaços para ganhar cargos na Mesa Diretora da Casa, medida apoiada, inclusive, pelo senador suplente Edinho Lobão, que já se manifestou contrário à proposta defendida por Ricardo Murad.

O ex-homem forte do governo Roseana Sarney enfrenta agora uma situação de isolamento dentro do próprio grupo político, no qual durante os últimos cinco anos acumulou atritos que agora vieram à tona.

Na avaliação de aliados, Murad contribuiu para o desgaste do governo Roseana Sarney, e por isso ele teve extrema dificuldade em ver aprovada a tese de uma candidatura própria do PMDB na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

Esta não é a primeira derrota de Ricardo Murad referente a disputas dentro da Assembleia Legislativa. Em 2011, logo após a reeleição de Roseana Sarney, ele era tido como virtual presidente da Casa, mas, por conta do estilo ‘trator’, acabou levando uma ‘volta’ dos próprios aliados, que, numa eleição surpreendente, decidiram escolher Arnaldo Melo para presidir o Legislativo estadual.

Governo Flávio Dino disciplina contratação de Oscips na saúde

Marcos Pacheco, secretário de Saúde

O governo do Estado vai reestruturar o sistema de convênios firmado por meio de Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), para contratação de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais afins. Portaria editada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), no último dia 15 de janeiro, estabeleceu o processo de realização do concurso de projetos para substituir as três Oscips que, atualmente, prestam serviço à rede pública de saúde. 

Após 30 dias, a contar edição da portaria, a Secretaria divulgará o edital, e após 90 dias, o resultado do concurso sairá dentro dos trâmites legais. Com esta medida, as Oscips, selecionadas de maneira transparente, ajudarão a administrar os hospitais com qualidade para a população maranhense.

 Este sistema de Oscips será mantido na atual gestão até que o estado autorize a realização de concurso público para contratação de profissionais da área de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem entre outros). Há 20 anos, não ocorre um certame na área.

O secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco, ressalta que os princípios constitucionais, que regem a administração pública serão cumpridos na realização do concurso de projetos das Oscips.

“O concurso terá obediência rigorosa aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Esta medida abre de forma universal e democrática para que outras Oscips possam participar. É necessário transparência à locação de recursos para as organizações. Portanto, daqui a 90 dias estaremos vivendo outra realidade”, garantiu Pacheco.

 Pagamento

 Os pagamentos atrasados das Oscips foram realizados integralmente na última quinta-feira, 22. O atraso dos pagamentos foi uma herança do governo anterior que mantinha contrato com três Oscips: Bem Viver, ICN e IDAC

 Os pagamentos deixaram de ser realizados no período de 16 de novembro a 15 de dezembro, quando cerca de 11 mil profissionais da saúde ficaram sem salários. Agora, coube ao governo Flávio Dino honrar os pagamentos que deveriam ter sido efetuados ainda na gestão passada. 

Sobre as Oscips 

As Oscips são Organizações Não Governamentais (ONGs) criadas pela iniciativa privada que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal. A lei que regula as Oscips é a de nº 9.790, de 23 de março de 1999, que exige transparência administrativa no funcionamento das mesmas. Em geral, estão ligadas a algum segmento específico da sociedade civil.

Com paralisia cerebral, jovem maranhense é um dos 250 candidatos com nota mil na redação do Enem

R7.com 

Ele terminou o ensino médio em 2013, se inscreveu no exame, mas não conseguiu fazer a prova

Depois de um ano dividindo o tempo entre curso técnico, cursinho e estudos em casa, Luis Henrique Sales, de 19 anos, conquistou, junto com 249 estudantes em todo o Brasil a nota mil na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O estudante, que tem paralisia cerebral, conta que dormia apenas das 2h30 às 6h30 na preparação para o exame. A nota máxima foi a melhor recompensa que poderia ter.

Nota da redação do Enem cai quase 10% na comparação com as provas de 2013

“Foi uma alegria. Ele disse: mãe a senhora não acredita. Eu disse, parabéns. E pronto, não conseguimos nos dizer mais nada”, diz a mãe, Dourizan de Sales Santos, emocionada. Caso consiga uma vaga em uma faculdade, Luis Henrique será o primeiro da família a entrar no ensino superior. Ele já havia conseguido uma vaga no Instituto Federal do Maranhão (Ifma) para técnico em mecânica.

O sonho era, no entanto, entrar no ensino superior e, para isso, fazer o Enem. Ele terminou o ensino médio em 2013, se inscreveu no exame, mas não conseguiu fazer a prova porque havia esquecido a identidade em um stand onde fez a inscrição para o vestibular da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). “Pense numa pessoa que chorou. Ele queria muito fazer o Enem. Mas esse ano acabou o sofrimento”, conta o pai, Luis Carlos Magalhães Santos.

A família mora em Garapa, região da periferia da capital maranhense São Luís. Luis Henrique sempre estudou em escola pública. O pai conta que no ensino fundamental o rapaz sofreu preconceito por parte dos outros alunos. “Ele sempre quis provar que pode. No ensino fundamental teve a questão da discriminação, pelo jeito de falar, de andar. Sempre disse para ele iriaa e ainda vai passar por esses momentos, mas que ele pode fazer qualquer coisa que quiser”, diz o pai. O esforço lhe rendeu uma vaga no Colégio de Aplicação da Ufma, o Colégio Universitário, onde cursou o ensino médio.

Agora, o que Luis Henrique quer é cursar engenharia da computação na instituição de ensino superior. Ele espera o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que será divulgado nesta segunda-feira (26). “Estou feliz [com o resultado no Enem] foi muito estudo. Eu escolhi o curso porque é o que eu gosto, o que sempre gostei”, diz o estudante.

Para ele, o segredo de ter tirado nota mil foi ter estudado e aplicado as regras do Enem, que eram discutidas em sala pelos professores do cursinho, além de praticar.

— Eu acho que o diferencial foi ter abordado os dois lados, tanto a pessoa que emite o anúncio quanto quem recebe, que são as crianças.

O tema da redação foi Publicidade Infantil, assunto em questão no Brasil.

O diretor do curso preparatório Wellington, Carlos Wellington de Castro, disse que o aluno é motivo de orgulho. “Só dois alunos tiraram a nota máxima no estado”, ressalta. Ele era um dos estudantes beneficiados pelas vagas reservadas no cursinho para ex-alunos de escolas públicas, a preços acessíveis. “Almoçava e ficava ininterruptamente estudando”, conta.

Os estudos sem fim não davam descanso a mãe. Dourizan diz que ficava muito preocupada com a alimentação do filho, que esquecia de comer enquanto estudava.

— Eu tinha que fazer lanche, levar para ele.

Agora, ele pode descansar um pouco, andar de bicicleta e comer um prato de macarronada com tranquilidade, prato e atividade preferidos segundo a mãe.

Caminhada do aposentado em São Luís

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Centenas de pessoas participaram, na manhã deste sábado (24), da Primeira Caminhada do Aposentado, na Avenida Litorânea, realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio do Instituto de Previdência e Assistência do Município (Ipam), para lembrar o Dia Nacional do Aposentado, comemorado nesta data. Eles saíram do Parquinho em direção à Praça do Pescador, animados por um trio elétrico e músicas de Carnaval. A alegria contagiou também frequentadores da orla marítima.

A caminhada, que contou com mais de 500 aposentados e outras centenas de apoiadores como familiares e equipe do Ipam, foi acompanhada por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), durante todo o seu percurso, para qualquer necessidade. O evento seguiu tranquilo também com a cobertura das polícias Civil, Militar, Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e Guarda Municipal.

Antes de sair em caminhada, os aposentados, que receberam um lanche leve com sucos e frutas, foram preparados pela equipe de profissionais e estagiários do Ipam que comandaram atividades de aquecimento e de alongamento. Entre eles, havia pessoas com mais de 80 anos que participaram do evento, mostrando vigor e vida saudável.

O presidente do Ipam, Raimundo Penha, acompanhou todo o percurso ao lado dos aposentados, do secretário municipal de Desporto e Lazer, Jerry Abrantes, e de assessores do Instituto.  Segundo ele, o objetivo é incentivar e estimular nesse público especial o estilo de vida saldável com atividade física, entretenimento e integração no  dia em que se comemora, em todo o Brasil, o  Dia do Aposentado.

“Mais do que uma caminhada, este evento teve como foco o entretenimento, a integração, a qualidade de vida associada à atividade física e saudável. É lindo ver todo esse vigor, toda essa animação que vem desse público especial que canta, dança, vibra e vive intensamente”, frisou Raimundo Penha.

Aos 78 anos, dona Eva Vilma fez questão de ir à Caminhada do Aposentado e se divertiu ao som das músicas e das atividades de entretenimento. “Faço questão de participar desses eventos dedicados a todos nós que estamos nesse período especial da vida. É bom sentir esse calor humano, viver esse momento”, disse.

A caminhada

O evento integra o conjunto de ações de valorização da pessoa idosa estabelecido pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr e busca proporcionar aos beneficiários do Município interação, integração e convivência. O momento também contribuiu com o fortalecimento dos vínculos entre os funcionários inativos e a Prefeitura de São Luís. A Banda da Guarda Municipal deu a largada da caminhada que saiu do Parquinho da Avenida Litorânea em direção à Praça do Pescador.

Para lembrar a data, a programação ofereceu atividades físicas e momentos de interação entre os participantes. Antes da atividade, foi distribuído um kit, contendo bolsa, camisa, boné e um exemplar do jornal do Ipam. No encerramento, foi servido um lanche.

A realização da I Caminhada do Aposentado contou com o apoio das Secretarias Municipais de Desportos e Lazer (Semdel), Trânsito e Transporte (SMTT), Saúde (Semus), da Criança e Assistência Social (Semcas), Centro de Atenção Integral à Saúde do Idoso (Caisi), Associação Representativa dos Servidores Municipais Ativos e Inativos do Serviço Público (Asismu), Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI) e do Comitê de Valorização da Pessoa Idosa (CVPI).

Prefeito Edivaldo discute projetos em parceria com Bird e governo estadual

O prefeito de São Luís, Edivaldo participou no final da tarde desta quarta-feira (21), ao lado do governador do Estado Flávio Dino, e do vice-governador, Carlos Brandão, de uma reunião com representantes do Banco Mundial para discussão de programas já financiados pelo banco e possibilidades de alinhamento para novos projetos, visando, principalmente, a redução da pobreza e da desigualdade social em nível local. Na ocasião, foram discutidas ainda prováveis parcerias nas áreas de Turismo e Abastecimento.

“Trata-se de mais um momento importante de parceria entre a prefeitura e governo do Estado. Temos um projeto já articulado há alguns anos com o Banco Mundial e nos é valorosa a parceria com o governo do Estado, principalmente no que diz respeito à Caema, para solução de alguns entraves que aconteceram ao longo nos últimos meses. Hoje, a partir dessa parceria, teremos a possibilidade de fazer com que os processos andem de forma célere, de maneira que o projeto avance mais”, afirmou o prefeito.

As obras integram o Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga, executado pela Prefeitura de São Luís, através da Secretaria Extraordinária de Projetos Especiais. Além de obras de infraestrutura, estão contemplados também projetos sociais que visam desenvolver ações de melhoria nas áreas de moradia, renda e qualidade de vida dos moradores do entorno da Bacia do Bacanga.

Durante a reunião, que aconteceu no Salão de Atos do Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino destacou que essa é a primeira vez, depois de muitos anos, que prefeitura de São Luís e governo estão lado a lado em busca de parcerias para melhorar a infraestrutura da cidade, e, conseqüentemente, a qualidade de vida da população ludovicense.

O coordenador do Bird para Operações Setoriais de Infraestrutura para o Brasil, Paul Kriss, disse que a comissão do Banco Mundial está em São Luís para tratar prioritariamente sobre o projeto da Bacia do Bacanga, além de estreitar as relações com o novo governo. “Estamos aqui para conhecer as novas oportunidades de trabalharmos juntos, além de avançar em projetos que já estão em andamento”, destacou.

Algumas etapas do projeto da Bacia do Bacanga, segundo informou o secretário Extraordinário de Projetos Especiais, Gustavo Marques, estão avançando, como a do Canal do Rio das Bicas e a construção de 33 casas para famílias que serão impactadas com a obra.

“A do Rio das Bicas, que é uma obra que vai beneficiar toda a região, já encontra-se com licitação concluída, e a do Sá Viana deverá ser licitada em breve”, sinalizou o secretário.

Além de Poul Kriss, participaram da reunião como representantes do Banco Mundial Emanuela Monteiro, gerente de Projetos – especialista em Desenvolvimento Urbano; Juliano Garrido, co-gerente de Projetos- especialista Sênior em Águas e Saneamento, Tiago Teodoro, especialista em gestão Financeira; Alexandre Fortes, consultor- especialista em Salvaguardas; e Gilberto Canali, consultor- especialista em segurança de barragens.

Entre os representantes da prefeitura e do governo estiveram presentes na reunião os secretários municipais Lula Fylho (Governo), Batista Matos (Comunicação), e os secretários estaduais Marcelo Tavares (Casa Civil), Clayton Noleto (Infraestrutura), além do presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Davi Telles.

Governo dialoga sobre direitos humanos com organização internacional

Representantes da Organização Não Governamental (ONG) internacional Human Rights Watch (HRW) estão no Brasil elaborando relatórios sobre os direitos humanos no sistema carcerário do país. Nesta semana, eles conheceram o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e visitaram na quinta-feira (22), o secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves.

Durante o encontro, membros da secretaria apresentaram aos representantes da ONG, que tem sede em Nova York, nos Estados Unidos, as medidas de intervenção que estão sendo planejadas para garantir o acesso aos direitos humanos plenos dos detentos. Entre as medidas apresentadas está o fortalecimento do Comitê Estadual de Combate à Tortura.

Além disso, existe a proposta de criação de um sistema de monitoramento dos locais de privação de liberdade, a regularização do convênio com o Programa de Proteção à Testemunha e o aperfeiçoamento das ouvidorias. De acordo com Francisco Gonçalves, a implantação da Superintendência de Combate à Violência Institucional na secretaria de Direitos Humanos é uma das ações positivas que já podem ser contabilizadas.

“Estabeleceremos uma mesa de diálogo permanente com os órgãos envolvidos com a questão do sistema carcerário a fim de firmamos um compromisso mútuo. Para nortear as ações, contaremos ainda com os pareceres da ONG sobre o atual cenário do sistema carcerário nacional”, analisou o secretário Francisco Gonçalves.

A diretora da ONG Humans Right Watch Brasil, Maria Laura Canineu, afirmou que a organização está aberta ao diálogo. “Mesmo em pouco tempo, já percebemos que alguns avanços estão sendo conquistados. Temos muitas expectativas com essa gestão. Continuaremos com nosso trabalho de monitoramento e estamos à disposição para a interlocução e para compartilhar os relatórios”, disse.

O encontro contou ainda com a participação de membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDDH) e da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA).