eleições 2018

Candidatos confirmam o descaso com a saúde e o modelo privatizante implantado no MA

O candidato ao governo do Estado, Ramon Zapata, acompanhado do candidato ao Senado Saulo Arcangeli, reuniu-se com o Sindicato...

O candidato ao governo do Estado, Ramon Zapata, acompanhado do candidato ao Senado Saulo Arcangeli, reuniu-se com o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Maranhão (Sindsaúde-MA).

Na ocasião apresentaram as propostas do partido e a necessidade de governar com os conselhos populares para definir as prioridades e orçamento a ser investido na área de saúde. O candidato afirmou que o estado ainda possui um dos maiores índices de mortalidade infantil do país e de incidência de várias doenças. Nos últimos três anos, conforme dados do SUS, houve um aumento de 12% em número de mortes em leitos no Maranhão (foram 9.857 somente em 2017).

O governo Flávio Dino mantém o modelo de privatização da saúde do Ricardo Murad e Roseana Sarney, entregando bilhões para empresas privadas gerirem a saúde pública. Empresas que não respeitam os profissionais, atrasando salários por meses e não garantindo seus direitos, e prestando um péssimo serviço nas UPA´s e hospitais. Segundo Ramon “Os hospitais que foram construídos funcionam com muita precariedade, sem concurso público para profissionais da saúde e sem verbas de manutenção garantidas. Faltam materiais para procedimentos básicos e também para realizar procedimentos cirúrgicos”.

Também posicionou-se contra o repasse da gestão das unidades de saúde para a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), empresa de direito privado criada em 2012 no governo Roseana Sarney, cuja lei foi alterada pelo atual governador para prever contratação temporária, precarizando o trabalho dos profissionais. Isso só comprova a incompetência do governo atual e de todos os anteriores no trato da gestão pública da saúde, além de precarizar as relações de trabalho dos profissionais de saúde. Isso é privatização disfarçada, conclui o candidato ao governo pelo PSTU.

As diretoras do Sindsaúde ratificaram os dados apresentados por Ramon. Além disso, fizeram denúncias gravíssimas sobre o caos que permanece na saúde pública no Maranhão. Segundo a entidade, 7555 trabalhadores da saúde que prestam serviços para as Upa´s e Hospitais Microrregionais (Imperatriz, Balsas, Caxias, Coroatá, entre outros), foram desligados da empresa Biosaude, que teve seu contrato suspenso, e a partir de abril/2018 passaram, de forma muito estranha, à condição de “REQUISITADOS” administrativamente (Decreto N°34.054/2018), sem contrato de trabalho e carteira assinada, deixando os trabalhadores sem direito algum.

Outro caso relatado que espanta é a situação 1575 trabalhadores que a empresa GERIR deixou sem salários e direitos, como no caso do Hospital Carlos Macieira(900 trabalhadores) que ficaram por mais de mais de 4 meses sem salários e direitos, conforme relatam os profissionais afetados por mais este descaso com a saúde estadual. Ambos os casos estão sendo acompanhados pelo Ministério Público do Trabalho para buscar resolver esta situação, no mínimo, esdrúxula, e que não respeita os profissionais de saúde do estado do Maranhão.

Sobre a EMSERH, o sindicato informou que entrou com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade), contra a sua criação, mas até o momento não foi julgada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Ramon Zapata criticou este modelo. “O atual governo não fez concurso público conforme prometeu em sua campanha anterior(agora já são mais de 24 anos sem ter um concurso)”, disse Ramon. O estado, conforme assinala o sindicato, tem uma carência de mais de 15.000 trabalhadores na área de saúde. A EMSERH não faz concurso e, sim, seletivos com duração de dois anos(muitas vezes apenas com currículo e títulos, deixando milhares de trabalhadores desempregados).

Ramon finalizou afirmando que tem que ser prioridade do governo o aumento dos recursos no orçamento estadual com a saúde, investindo na saúde preventiva, garantia de água tratada e esgotamento sanitário para a população, programa de atendimento domiciliar com equipes multiprofissionais e realização de concurso público para os profissionais da saúde, com o respeito à jornada de 30 horas.

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