O PT no Maranhão pós-eleição

ptA direção regional do Partido dos Trabalhadores no Maranhão já tem um caminho definido no estado, qualquer que seja o resultado da disputa presidencial entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

No estado, vencendo a eleição nacional, a legenda seguirá na oposição ao governo estadual. Pelo menos nos primeiros momentos. Até que as várias correntes do partido se realinhem para buscar um espaço de poder no futuro governo Flávio Dino (PCdoB), os petistas maranhenses vão estar numa espécie de quarentena.

E o resultado do pleito presidencial terá forte influência nesse período. Se vencer com Dilma, a corrente majoritária, hoje mais enfraquecida com a derrota nas urnas, é verdade, manterá os espaços de poder no Maranhão. E poderá ampliá-lo numa eventual aliança com Dino.

Se perder a eleição presidencial, aí sim a situação dos petistas maranhenses estará mais complicada, já que sairão do pleito com uma derrota em todos os níveis eleitorais. Mas ainda assim o partido manterá o mesmo cacife político, com a força do tempo que detém na propaganda eleitoral.

E é este cacife que a legenda quer usar nas negociações de aliança para as eleições de 2016, por exemplo. E é por causa deste cacife que o PT maranhense já começou a se aproximar do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC). E o movimento do prefeito na mesma direção também já existe. De uma forma ou de outra, portanto, o partido de Dilma Rousseff começou a desenhar o futuro no Maranhão logo após o resultado do primeiro turno. (coluna Estado Maior)

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