Empresa de investigado por contrabando está ligada a R$ 5 mi em contratos com prefeituras

A empresa GM Empreendimentos Comerciais, ligada ao ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia, preso na Operação ‘Combate à...

A empresa GM Empreendimentos Comerciais, ligada ao ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia, preso na Operação ‘Combate à Corrupção’ da Polícia Militar realizada no dia 22 de fevereiro, firmou pelo menos nove contratos com as prefeituras de Bacuri e Apicum-Açu. Segundo apurou o blog do Antônio Martins, os contratos ativos somavam mais de R$ 5 milhões em dezembro de 2016.

Apontado como agenciador da organização criminosa especializada em contrabando desbaratada pela polícia, Rogério foi quem alugou o sítio no Quebra Pote, em São Luís, no nome de uma outra pessoa que não tem nada a ver com o crime.

Na maioria dos casos, a GM Empreendimentos cuja razão social é Batalha Pestana Comercio e Representações Ltda. – ME, foi contratada para prestar serviços de reforma de prédios públicos, iluminação pública e manutenção de estradas vicinais.

O endereço da GM Empreendimentos, segundo dados disponíveis na Receita Federal, é a Rua 52, número 01, Conjunto Maiobão, em Paco do Lumiar. De acordo com documentos da Junta Comercial do Maranhão, a firma foi fundada em 30 de dezembro de 1992, com um capital social de R$ 2 mil divido pelos sócios Raimundo Batalha Pestana (com R$ 1,9 mil de participação) e Raimunda Bezerra Mendonça (com R$ 100 reais de participação).

Em novembro de 2014, Raimundo Pestana deixou a sociedade passando sua parte de cotas na firma a Rogério Sousa Garcia. No mesmo ano, Raimunda Mendonça sai do quadro societário e passa sua cota para Marcio Robert Sousa Garcia. Nesse mesmo período, misteriosamente, o valor de capital social da empresa mais que dobrou, pulando de R$ 2 mil para R$ 1.500.000,00 (Um milhão e quinhentos mil reais), sendo R$ 750 mil para cada um dos sócios.

Na semana passada, o ex-vice-prefeito mateuense foi flagrado em um áudio que vazou na imprensa afirmando que estava se virando para solucionar o ‘problema’ e disse ainda estar trabalhando junto a dois deputados e um secretário para afastar quem estava atrapalhando.

Esse áudio pode ter ligação com o crime de contrabando. Após o vazamento, Rogério foi chamado para depor na Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), localizada no bairro São Francisco. Segundo as investigações, a intenção do grupo era desviar de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões em uísque e cigarros. A verba arrecadada seria utilizada para financiar outras atividades criminosas, como a compra de armas, de drogas e a corrupção de policiais.

Por enquanto, os contratos da empresa com os municípios citados não têm ligações com o fornecimento de nenhum dos produtos contrabandeados, porém, podem revelar um outro braço da organização criminosa especializada no desvio de recursos público. Mas essa é outra história. Aguardem! Com informações Antonio Martins.

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