Assis Filho participa do lançamento da campanha vidas negras

Aaaa vidas negras

O secretário nacional de juventude, Assis Filho, participou na tarde desta terça-feira (07/11), do lançamento da campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra os jovens negros. Principal atividade do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, a iniciativa inclui vídeos e peças que abordam diferentes facetas da questão, que vão da discriminação como obstáculo ao exercício da cidadania plena; passam pelo tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos; chegando até o problema da filtragem racial (escolha de suspeitos pela polícia, com base exclusivamente na cor da pele).

“É inadmissível que a cada 100 assassinatos ocorridos no Brasil, 71 sejam contra jovens negros”, afirmou Assis. Na campanha, esses números são apresentados pelos artistas Érico Brás, Taís Araújo, Elisa Lucinda e o Dream Team do Passinho. Os vídeos deverão ser veiculados ao longo de um ano, nos meios de comunicação. De acordo com o Mapa da Violência, lançado pela Secretaria Nacional de Juventude em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro.

“Estudos mostram que afrodescendentes são discriminados ou excluídos devido ao racismo institucional”, explicou o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic. “O racismo mata e não podemos ser indiferentes. Podemos e devemos fazer a diferença. Não devemos deixar ninguém para trás.” O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.  E um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável.

Para Luana Vieira, representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Ministério dos Direitos Humanos, o racismo institucional está presente em todos os espaços de poder. “Não podemos permitir essa exposição seletiva”, disse a jovem negra, que saiu de uma favela de Belo Horizonte (MG) para estudar Direito “graças à política de cotas raciais”. Ela destacou a importância da “representatividade em diversos espaços” para “iniciar a mudança”.

Para Assis Filho, é necessário uma força-tarefa de toda a sociedade para reverter esse quadro.  “Vamos combater o racismo com o fortalecimento das políticas afirmativas em favor do negro”. A SNJ pretende lançar, no próximo dia 20, Dia da Consciência Negra, o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) de 2017, ano-base 2015, com recorte de gênero, raça e por município. 

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